O ponto de partida para o sucesso de uma empresa, a médio e longo prazos, é o planejamento. Mais precisamente, o planejamento financeiro. Sem ter as definições de qual o rumo desejado para sua organização, e quais as principais medidas, metas e objetivos a serem alcançados, é impossível se ter um resultado positivo.

Basicamente, é extremamente improvável que se chegue a algum lugar quando se anda sem rumo. Por isso, planejar é a primeira, e principal, coisa a ser feita. E a falta de planejamento – ou a execução equivocada dos planos de negócios – são as principais causas de erros e eventuais prejuízos nas empresas.

Sem dúvidas, um pilar importantíssimo do planejamento estratégico é o planejamento financeiro. Uma empresa que deseja crescer, aumentar sua influência ou abrangência no mercado e elevar seus lucros, precisa executar um planejamento financeiro confiável e consistente. Dessa forma, é importante conhecer quais são os principais erros em um planejamento de finanças e porque eles ocorrem.

Relacionamos a seguir alguns dos erros que comprometem as finanças da sua empresa, de modo que possa evitá-los e acelere sua jornada rumo ao sucesso. Confira!

1. Não definir objetivos do planejamento financeiro

Definir objetivos é essencial. Eles ditarão as ações a serem tomadas, ajudarão nas decisões críticas da empresa e servirão não só de guia, como de parâmetro para a avaliação de resultados e identificação de problemas. 

No planejamento financeiro é fundamental definir objetivos. São eles que mostrarão a viabilidade dos possíveis investimentos, a lucratividade dos projetos e o desempenho e crescimento da empresa. Junto aos objetivos, devem ser estabelecidas metas que quantificam os objetivos, tornando-os mais palpáveis e mais fáceis de serem compreendidos.

Alguns números são fundamentais para garantir que os objetivos financeiros sejam alcançados, e podem ser usados como metas. O ROI (Retorno do Investimento), que analisa quais serão os benefícios financeiros futuros do investimento, e o Payback, que estipula o tempo para que o valor investido seja recuperado, são dados importantes a serem considerados no planejamento.

2. Estimativas malfeitas

Estimar os gastos, custos e os prazos de projetos e investimentos é uma tarefa difícil, pois requer conhecimento da empresa, do setor de atuação e de finanças. E, quando são feitas erroneamente, as estimativas podem prejudicar de modo considerável o planejamento da empresa. 

Um dos principais problemas de estimativas erradas é a negligência ou o esquecimento em relação a processos e gastos pequenos. Normalmente, deixar de lado os pequenos gastos gera um montante final não considerado grande, que faz com que o planejamento financeiro não represente a realidade.

Ao estimar errado os valores gastos e, consequentemente, os prazos do investimento, você praticamente invalida o planejamento feito. Isso gerará prejuízos, retrabalhos e recessão para a empresa.

3. Falta de conhecimento dos processos internos

Ao fazer o planejamento financeiro, a empresa considera todos os gastos e custos de produção e de manutenção dos processos intrínsecos à sua organização. Porém, quando os processos não estão mapeados de forma satisfatória e, portanto, não há o conhecimento pleno de quanto eles custam para a empresa, o planejamento será comprometido.

Mapear e aumentar a qualidade dos processos é fundamental para o sucesso financeiro do negócio, porque diminui os retrabalhos, o lead time (tempo de entrega) do produto final e torna todo o processo mais previsível, o que ajuda a planejar estrategicamente o seu futuro.

4. Não controlar o fluxo de caixa

Com certeza é importante conhecer e controlar o que já foi gasto pela empresa. Esses valores servem como histórico de gastos e podem ser analisados para identificar erros e padrões a serem corrigidos. Contudo, é ainda mais importantes planejar e conhecer os gastos que estão por vir.

O controle do fluxo de caixa é importante porque, ao conhecer as dívidas a serem pagas, os investimentos a serem feitos e os valores a serem recebidos pela empresa, é possível definir as quantias que devem ser mantidas em caixa para que a saúde financeira da empresa não seja comprometida.

Além disso, a análise identificará quanto pode ser reinvestido mensalmente e qual será a arrecadação estimada. O controle das contas é um método essencial de sobrevivência corporativa.

5. Errar na valorização do seu produto

O planejamento financeiro não será satisfatório se o fim da cadeia produtiva não for dimensionado da maneira correta: o preço do produto. Existem muitas variáveis a serem consideradas na hora de dar o preço ao seu produto ou serviço. Levar em conta apenas o custo de produção, em uma matemática simples, é um grande equívoco.

É importante entender qual a necessidade do mercado em relação ao produto. As pessoas necessitam dele? Ou seja, ele é um bem indispensável? Ele pode ser substituído por outro produto? Como o mercado enxerga o seu produto?

Além disso, é importante analisar os seus concorrentes. Existem muitos concorrentes? Quais as vantagens do seu produto sobre o deles? E as desvantagens? Existe alguma marca dominante que tem a preferência do mercado?

As respostas de todas essas perguntas ajudarão a entender qual o preço adequado para o seu produto, quais as margens de lucro devem ser impostas e qual será o retorno obtido com os preços praticados.

Quando esse processo é ignorado ou mal executado, é provável que seja considerada uma situação longe da realidade de mercado, o que pode causar sérios problemas de arrecadação a partir das vendas. 

No planejamento financeiro, tudo deve ser levado em conta. É nesse ponto que devem ser identificados os problemas, as contas que não fecham, os processos desconhecidos. Negligenciar custos, processos e gastos é temerário e tem tudo para trazer problemas futuros.

Toda ação praticada pela empresa tem uma viés financeiro, e logo terá consequências financeiras. Portanto, o planejamento financeiro deve englobar todos os setores da organização. Desde a produção, logística, marketing e vendas até o setor administrativo, devem ser feitas análises, estabelecidas metas e definição de objetivos que estejam alinhados às necessidades da empresa. Só assim é possível prevenir erros e garantir um futuro de estabilidade e crescimento financeiro para a corporação. 

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