Empresas de origem familiar podem se tornar conglomerados multinacionais poderosos, desde que a companhia seja capaz de superar problemas inerentes à formação entre parentes. No Brasil, a importância destas instituições para a economia é enorme: 90% das empresas são familiares ou tiveram essa origem, de acordo com o IBGE.

A maior parte delas, no entanto, não chegará à segunda geração, pois passarão por problemas administrativos de solução relativamente simples, mas que em médio prazo, podem levar à falência. Tem dúvidas sobre como administrar uma empresa familiar e evitar que o seu negócio repita o destino arruinado de muitas outras empresas?

Neste post, você encontrará um guia com os 5 principais erros de administração em uma empresa familiar, e como solucioná-los para manter a harmonia no lar e aumentar lucros e dividendos:

1. Privilegiar parentes 

Em uma empresa familiar, é esperado que alguns parentes componham o quadro de funcionários. No entanto, eles não devem contar com nenhum privilégio ou benefício a mais do que os demais contratados para o mesmo cargo e função. Além disso, não permita que os laços de afeto falem mais alto do que a eficiência e a produtividade: na hora de promover alguém, escolha o funcionário com mais méritos profissionais, não aquele com quem você possui relações pessoais mais estreitas.

Isso transformará o ambiente da empresa em um ambiente profissional, em que todos se sentirão incentivados a darem o seu melhor em busca de oportunidades de ascensão na carreira. A política, além de justa, ajudará a reter talentos e evitará um clima de fofocas e ataques pessoais no local de trabalho.

2. Não formar um sucessor

Infelizmente, o talento administrativo não é hereditário. Anteveja entre os herdeiros quem teria aptidão e desejo de tocar o negócio, e treine seu sucessor para a tarefa. Se não houver um quadro natural entre os herdeiros, busque no mercado um gerente que cuide dos negócios e se reporte aos sócios. Planeje cuidadosamente o momento da sucessão.

3. Deixar de lado o planejamento

Empresas familiares costumam desandar quando muitas cabeças sugerem, e poucas se preocupam em planejar e executar. Portanto, para garantir o funcionamento do negócio, divida as tarefas e mantenha um rigoroso planejamento para que tudo seja feito conforme o combinado. Para dar agilidade às decisões, crie um conselho familiar, chamado a se manifestar periodicamente, cujas resoluções sejam incorporadas ao planejamento, de modo a criar uma rotina de decisões que nunca surpreenda os planos em vigência.

4. Não fazer uma gestão ativa de conflitos

Relações que envolvem afetos e dinheiro podem facilmente evoluir para conflitos insolúveis. Essas situações são graves, e para evitá-las, é bom agir preventivamente. Crie protocolos para gestões de crises, antevendo situações e soluções, e submeta o arbítrio final ao conselho familiar. Relembre sempre às partes que o sistema é soberano à vontade particular de cada uma. 

5. Misturar finanças pessoais às da empresa

Para que um negócio funcione, ele precisa ter uma dinâmica saudável de fluxo de caixa, estoque de segurança e capital de giro. Essa é uma regra de ouro, especialmente se a empresa for composta em sociedade por mais de uma família. Tudo que entra e tudo o que sai, precisa estar rigorosamente registrado para que seja possível dizer se a empresa é superavitária ou deficitária.

Não é saudável retirar da caixa registradora o dinheiro para pagar a conta de luz ou o supermercado. Do mesmo modo, não faz sentido que o empresário abra a carteira diariamente para cobrir o caixa da empresa. São dinâmicas distintas e só funcionarão se forem mantidas separadas.

Mantenha em mente estas dicas sobre como administrar uma empresa familiar em seu dia a dia de empreendedor. Quer saber mais sobre gestão e planejamento? Então, aproveite para se aprofundar no tema, lendo este outro post que preparamos!

Já passou por alguma dificuldade, como conflitos na empresa ou privilégios a funcionários parentes? Deixe um comentário sobre sua experiência!