O cálculo das margens de lucro em um negócio é um mecanismo muito importante para avaliar a saúde financeira de uma empresa. É essa conta que nos permite saber se nosso negócio é viável e se tem condições de permanecer no mercado.

Margem de lucro é, portanto, um indicador utilizado para avaliar a rentabilidade do negócio. Além disso, com esse cálculo o empreendedor consegue realizar uma análise de risco muito mais precisa e, assim, elevar o índice de sucesso na sua tomada de decisões. Ainda não está convencido da importância dessa avaliação?

Então continue acompanhando e descubra, definitivamente, como a mensuração das margens de lucratividade influenciam a análise de risco e, com isso, o empreendimento como um todo. Vamos lá!

Definindo margem de lucro

Existem três tipos de margem de lucro: margem bruta, margem líquida e margem de contribuição. A margem bruta mede a porcentagem de lucro de cada venda. Calculando a margem bruta é possível descobrir, por exemplo, que determinados produtos têm margem de lucro bem superiores a outros.

Essa informação é importante para orientar sua estratégia. Margem bruta é um cálculo importante também na hora de estabelecer os preços para cada produto. Com esse cuidado, é possível definir quais produtos realmente dão retorno e quais atrasam a prosperidade do negócio.

Muitas vezes, a solução não é a extinção de uma determinada oferta, mas a redefinição da estratégia de vendas ou publicidade do produto — a única coisa que não vale é perceber um gargalo de produtividade e ignorá-lo, pois outros produtos “carregam” a margem de lucro global da empresa.

Calculando a margem bruta

Agora que compreendemos a sua importância, fica a pergunta: como calcular a margem bruta? Pois bem, o primeiro passo é calcular o lucro bruto. Ficou confuso? Com um exemplo fica bem mais fácil compreender:

Suponha que a empresa X teve uma receita bruta de R$ 20.000,00 em determinado período. Para vender esse valor, a empresa teve alguns custos:

  • matéria-prima: R$ 7.000,00;

  • fretes: R$ 2.000,00;

  • estoque e armazenagem: R$ 5.000,00;

  • Custo total: 7.000 + 2.000 + 5.000 = R$ 14.000,00

Lucro bruto = receita bruta – custos diretos, então, temos um lucro bruto de R$ 6.000,00, não é verdade? Agora já dá para calcular a margem bruta. É só aplicar a fórmula:

Margem bruta = lucro bruto / receita total x 100

Ou seja: R$ 6.000 / R$ 20.000 x 100 = 30% de margem bruta

O cálculo da margem bruta mede, portanto, a rentabilidade de uma empresa, ou dito de outra maneira: mede a porcentagem de lucro adquirida em cada venda.

Calculando a margem líquida

Entendido como se dá o cálculo da margem bruta, é hora de aprender a realizar uma avaliação ainda mais importante e minuciosa: a da margem líquida. Antes, porém, é preciso frisar que margem bruta não é lucro.

Lucro é o valor efetivamente ganho com cada venda, ou seja, é o resultado alcançado após o desconto de todas as despesas referentes à produção e negociação do produto.

Para saber se temos lucro, é preciso calcular a margem de lucro líquido. Para calcular a margem líquida, deve-se levar em consideração os custos indiretos da produção e comercialização — como os impostos, por exemplo.

Vamos continuar com o exemplo acima para compreender como é feito esse cálculo. Suponha que os custos indiretos foram de R$ 2.000,00. Nesse caso, o lucro líquido será de R$ 4.000,00. Novamente temos uma fórmula:

Margem líquida = lucro líquido / receita total x 100

Então, a margem líquida será: R$ 4.000,00 / R$ 20.000,00 x 100, que é igual a 20%. Isso significa, portanto, que a cada R$ 100,00 vendidos, a empresa lucra R$ 20,00.

Margem líquida e lucratividade são sinônimos e representam um indicador de eficiência operacional obtido sob a forma de percentual. Essa porcentagem serve para indicar quanto a empresa é capaz de auferir em ganhos a partir de suas atividades.

Margem de contribuição

Além das margens de lucro bruta e líquida, existe outro indicador de suma importância para a análise de riscos em um negócio: a margem de contribuição. Sua relevância se dá, basicamente, pelo fato de que determinados custos só ocorrem quando uma venda é efetivada, como é o caso dos impostos sobre a venda e as comissões de vendedores.

Por isso, a mensuração da margem de contribuição funciona como um mecanismo de definição do quanto resta para a empresa. Dessa forma, o empreendedor está apto a determinar quais são suas despesas fixas e quais as articulações necessárias para o ganho de lucros concretos após a avaliação de todos esses indicadores.

Podemos concluir, portanto, que quando a margem de contribuição é superior ao valor total das despesas fixas, a empresa está lucrando. Porém, quando a margem é inferior, significa prejuízo no negócio.

Por fim, é preciso observar algumas ressalvas: o diagnóstico e a análise de risco empresarial deve levar em consideração os objetivos da empresa em longo prazo. Uma margem de contribuição de valor inferior às despesas fixas, por exemplo, pode representar uma estratégia de negócios — e não um prejuízo.

Como? Alguns negócios, como é o caso de certas startups, têm como objetivo inicial conquistar usuários e obter o market share (participação de uma marca no mercado) e, por isso, priorizam não lucrar logo no início do empreendimento para que ela possa crescer.

Logo, podemos concluir que as margens de lucratividade bruta, líquida e de contribuição são essenciais para diagnosticar a saúde de um negócio. Entretanto, até mesmos esses indicadores devem ser observados com minúcia, preferencialmente de maneira precisa com o auxílio de recursos tecnológicos atualizados.

Viu só como é importante saber qual é a margem de lucratividade e a margem bruta de seu negócio? Não abra mão de utilizar essas ferramentas para obter as informações que subsidiarão sua tomada de decisão e tenha muito sucesso com sua empresa.

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Você sabe qual é a margem bruta e a margem líquida de seus produtos e do seu negócio como um todo? Conte aqui nos comentários como você utiliza essas informações para decidir a estratégia de sua empresa.