Uma das principais bandeiras da luta por igualdade de gênero das mulheres é a inserção no mercado de trabalho. Nas últimas décadas, a mulher começou a conquistar espaços que antes só eram ocupados por homens, mas a igualdade de gênero no ambiente corporativo ainda representa um grande desafio para a maioria das empresas. Não é segredo que continuam ganhando salários menores em funções iguais às de homens, sendo minoria nos cargos de alta responsabilidade e em determinados setores da economia.

Para se ter uma ideia de como ainda caminhamos lentamente, um estudo do Fórum Econômico Mundial de 2015, mostra que a equidade entre os gêneros no mercado de trabalho pode demorar até 80 anos para ser alcançada. Uma geração inteira! Pensando nisso, vamos mostrar como as organizações podem ajudar a acelerar a igualdade entre gêneros.

A contribuição das mulheres

Além do direito fundamental para aquelas que representam metade da população mundial, a igualdade de gêneros tem um impacto importantíssimo no crescimento da economia do planeta. Segundo dados do Relatório Global de Equidade de Gênero, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial em 2016, garantir que mulheres tenham as mesmas oportunidades e direitos que os homens geraria um acréscimo de US$ 240 bilhões de dólares ao Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, por exemplo.

Portanto, já está mais do que na hora das empresas, de grande, médio ou pequeno porte, adotarem princípios para o empoderamento da mulher no ambiente corporativo e convertê-los em programas e políticas mais eficientes.

Passos para um ambiente corporativo mais igualitário

Fazendo uma análise interna

O primeiro passo é fazer uma avaliação: como a empresa trata a equidade de gênero e por que ela se encontra na atual situação. É essencial entender se possíveis disparidades têm relação com os métodos de seleção, promoção e desenvolvimento dos profissionais.

Inserindo a igualdade de gênero na estratégia do negócio

É preciso formar uma liderança que assuma este compromisso. Só quando a empresa entender que a paridade entre homens e mulheres deve ser prioridade na estratégia do negócio e se tornar um valor compartilhado com toda a equipe, será possível obter mudanças estruturais.

Mas como fazer isso? Veja alguns caminhos:

  • debater o assunto com seus colaboradores e colaboradoras;

  • incentivar lideranças que têm interesse e afinidade com o tema;

  • mostrar que a presidência está envolvida com a igualdade de gênero;

  • ter a visão de que trata-se de uma pauta de longo prazo.

Garantindo direitos básicos

A igualdade de gênero em uma corporação passa prioritariamente por dois aspectos. O primeiro é a revisão dos salários de todos os profissionais por área de atuação e nível hierárquico e não por gênero, assegurando assim remuneração igual para homens e mulheres que ocupem um mesmo cargo.

O segundo aspecto diz respeito à reestruturação dos modelos de seleção e planos de carreira, de forma a aumentar o número de mulheres na empresa, além de oferecer a elas as mesmas oportunidades de crescimento.

Melhoria das condições de trabalho

Mulheres e homens têm necessidades diferentes, sendo de responsabilidade das empresas reconhecer e adotar medidas que assegurem o bem-estar, a saúde e a seguranças dos seus funcionários e funcionárias, alguns exemplos são:

  • fornecer equipamentos apropriados para homens e mulheres, bem como banheiros separados;

  • tolerância zero a toda e qualquer forma de violência física ou verbal no ambiente corporativo;

  • consultar a opinião de colaboradoras e colaboradores sobre os planos de saúde e medidas de segurança oferecidos pela organização;

  • construir planos de carreira flexíveis que levem em consideração necessidades pessoais ou familiares da sua equipe;

  • promover programas de capacitação para as mulheres, a fim de acabar com qualquer obstáculo ao seu avanço profissional.

A igualdade de gênero no ambiente corporativo é, e ainda será por um bom tempo, um desafio para as empresas. Mas, esse desafio precisa começar a ser encarado com urgência, compromisso e responsabilidade, a fim de garantir que as mulheres sejam vistas no mercado de trabalho pelas suas competências técnicas e não pelo simples fato de ser mulher. E você? O que acha deste tema? Deixe aqui o seu comentário e compartilhe com a gente a sua opinião!