Para muitos diretores, manter o fluxo de caixa positivo e o balanço estável são tarefas de extrema importância — e que acabam consumindo praticamente todo o expediente diário. Nesse contexto, planejar o momento de transferir a administração da sociedade é algo que tende a ficar para o futuro.

No entanto, estabelecer um plano para sucessão empresarial, sobretudo em negócios familiares, pode proporcionar diversos benefícios em curto prazo. Quando o gestor adota as melhores práticas para a sucessão de sua empresa, resguarda o patrimônio que construiu e, ainda, mantêm o controle de todos os processos.

Mas, então? Quer conhecer as melhores práticas para o planejamento sucessório da sua empresa familiar? Para te ajudar nesse processo, a equipe do INEPAD Consulting preparou um artigo com os principais pontos sobre o tema. Acompanhe!

Precisão na escolha do sucessor

Como primeira prática apresentada, a escolha do sucessor é, talvez, a decisão mais difícil a ser tomada pelo diretor da empresa. Nesse sentido, o planejamento sucessório deve considerar os candidatos que possuam conhecimento técnico, experiência no ramo e demais critérios relacionados com mercado de atuação da empresa. 

Se um membro da família é capacitado para assumir a gestão, perfeito. Caso contrário, um profissional deve ser contratado — tendo a família como fiscalizadora no conselho de administração.

Acima de tudo, essa escolha deve ser fundamentada pelo “feeling” estratégico/profissional do diretor, já que, como qualquer outra decisão importante, isso ditará as perspectivas da empresa para o futuro.

Governaça corporativa x Controladoria estratégica

Como as empresas familiares representam cerca de 70% dos negócios em operação no Brasil, é importante que seus gestores tenham uma atenção especial para as questões relacionadas com a governança corporativa.

Nesse sentido, é interessante contar com uma equipe especializada para auxiliar na elaboração de uma metodologia eficiente, que definirá quais serão as ferramentas utilizadas durante a fiscalização e avaliação da diretoria executiva.

Essa excelência pode surgir com a criação de um órgão de controladoria, o qual será responsável por garantir a geração de indicadores, acompanhar o desempenho e definir, claramente, a missão, visão e valores da empresa. Passando por tal processo, o novo líder será incorporado na cultura da organização.

Política de treinamento e comprometimento

Entre as melhores práticas para uma sucessão empresarial bem-feita, é simples observar como o treinamento se torna essencial, inclusive, quando a ideia é manter a qualidade e excelência no mercado. O quanto antes isso for feito, melhor será a facilidade dos demais colaboradores em manter o comprometimento com o novo gestor.

É válido investir em formação especializada nas áreas de finanças, administração, economia, controladoria ou contabilidade, por exemplo. Além disso, existem cursos de pós-graduação e MBAs internacionais, capazes de agregar valores para os novos projetos da empresa. Ressaltamos que o progresso e a especialização não devem ser mantidos apenas pelos membros executivos — pregar essa cultura na empresa aproxima competitividade em relação aos concorrentes.

Seriedade na organização do quadro societário

As empresas familiares costumam ter histórias íntimas e metodologias complexas — que são difíceis de serem compreendidas por estranhos. As famílias hoje, são frequentemente mais complicadas e menos tradicionais do que eram antigamente, portanto, é imprescindível que o diretor tenha a capacidade de se relacionar bem com os demais membros.

O objetivo principal é encontrar um consenso sobre como cada passo da sucessão será regido, bem como definir as melhores práticas para organizar o novo quadro societário — em conformidade com as demandas de uma empresa familiar.

E então, leitor? O que achou desse post? Seguindo as melhores práticas de planejamento e preparação, a sucessão da sua empresa poderá ser um processo natural e benéfico. Deixe um comentário sobre o tema e enriqueça essa discussão!