Em um mercado competitivo, no qual uma parcela considerável de empresas encerra suas atividades pouco tempo após sua abertura, constatar que uma família conduziu um negócio e o expandiu até o ponto de ser necessário pensar em sucessão empresarial é um fato admirável.

Embora o caminho natural para a sucessão em uma empresa familiar seja o controle do empreendimento por herdeiros, algumas ferramentas podem auxiliar no planejamento sucessório. Elas permitem avaliar riscos, discutir alternativas e estabelecer medidas para garantir a sobrevivência e a continuidade da organização.

E quais são essas ferramentas? Como elas podem ser úteis para garantir uma sucessão empresarial segura e confiável? Continue acompanhando o nosso post para entender.

Ferramentas para a sucessão empresarial

Mesmo que a organização tenha conseguido expandir seus negócios ao longo do tempo e alcançado um patamar de sucesso e reconhecimento no mercado, a transição é um momento delicado que precisa ser tratado com responsabilidade e profissionalismo.

O planejamento sucessório evita que problemas como disputas entre parentes e conflitos entre sócios sucessores prejudiquem a gestão do empreendimento, levando à redução do padrão econômico dos familiares e até a falência da empresa.

Para evitar essas situações que causam um enorme prejuízo financeiro e o desgaste emocional dos envolvidos, algumas ferramentas podem ser muito úteis:

1. Coaching

Para que a transição priorize aspectos profissionais, e não afetivos ou emocionais, comuns em empresas familiares, é importante contratar um especialista que facilite o diálogo e ajude a identificar as melhores alternativas para a sucessão.

A orientação de um coach pode identificar as qualidades dos possíveis sucessores, bem como os pontos fracos, que necessitam de aperfeiçoamento. Assim, se houver uma escolha a ser feita, ela se baseará em critérios realmente técnicos, e não apenas em preferências pessoais.

2. Constituição de uma holding

A fim de resguardar o patrimônio familiar, é muito importante constituir uma holding. Esta medida, além de proteger os bens já obtidos, é capaz de reduzir a carga tributária que incide sobre os herdeiros no caso de um processo de inventário.

3. Acordo de acionistas ou sócios

Esta ferramenta, muito utilizada no Direito Societário, é uma das opções para o planejamento sucessório. Por meio dela, é possível gerar comprometimento e proteger os interesses tanto dos acionista quanto da própria companhia.

O acordo, que tem força jurídica plena, estabelece as obrigações de acionistas, herdeiros e sucessores tanto em aspectos convencionais quanto patrimoniais, resguardando todos os interesses da empresa.

4. Consultoria especializada

Tão importante quanto as decisões que precisam ser tomadas referentes à escolha de um sucessor propriamente dito é contar com a assessoria empresarial e jurídica necessária para definir os instrumentos legais mais apropriados para efetuar a transição.

Testamento, doação de ações ou quotas, usufruto, compra, cessão — uma consultoria especializada pode orientar a escolha do método que garante maior segurança aos sócios da forma menos onerosa.

Este serviço também pode providenciar a elaboração dos documentos que estabelecem as condições da sucessão e sua regularização, como modificação em contratos e estatutos sociais, acordos societários ou o regimento interno da empresa, entre outros.

Ficou claro como essas ferramentas podem contribuir para que a sucessão empresarial garanta os bons resultados e viabilize um legado vitorioso? Conhecê-las pode ser útil para muitas pessoas em sua organização.

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