Existem muitos conceitos que são aplicados no mundo empresarial e precisam ser mais bem conhecidos entre gestores e funcionários.

Um desses conceitos, considerado fundamental pelos especialistas, são os tipos de cultura organizacional. A ideia está relacionada às normas, valores, visão de mundo e missão que a empresa defende.

Todas as formas de cultura organizacional contam com suas vantagens e desvantagens.

Ao ler este blog post, você entenderá melhor o conceito de cultura organizacional, sua importância para o ambiente corporativo, além dos seus benefícios para uma empresa. Confira!

O conceito de cultura organizacional

Cultura organizacional é o direcionamento que a empresa dá a todos que fazem parte do quadro de colaboradores, para que eles trabalhem em sintonia.

Portanto, a cultura organizacional orienta o comportamento dos trabalhadores, para que todos tenham como foco alcançar os objetivos traçados pela empresa em seu planejamento estratégico.

Uma cultura organizacional forte tem como efeito um melhor desempenho e harmonia entre seus empregados, transformando o ambiente de trabalho em um lugar prazeroso de se estar.

Um ambiente leve, onde todos que fazem parte do time sintam-se acolhidos e que proporcione autonomia de comunicação entre pares e líderes, acaba por favorecer a produtividade e a conquista de metas.

Os níveis de cultura organizacional

O criador do termo cultura organizacional foi o cientista PhD em Harvard e professor do MIT, Edgard Schein. Ele também definiu que a cultura organizacional é composta por três níveis. Confira cada um deles a seguir!

  1. Artefatos: esse é o nível perceptível da cultura. Muitas vezes, parece que é a única maneira de se estabelecer uma cultura organizacional. Um bom exemplo é a cultura que tem sido comum em muitas gigantes de tecnologia do mercado, como a do Google. Ela inclui escorregadores no escritório, bicicletas coloridas, geladeiras com comidas e bebidas de todos os tipos. Todos esses itens são artefatos, ou seja, mecanismos da cultura. Eles não representam a cultura propriamente dita.
  2. Crenças e valores adotados: esse nível de cultura organizacional retrata a maneira como os colaboradores devem nortear sua conduta, ou seja, que tipo de atitudes não serão admitidos e assim por diante. Trata-se das referências fundamentais compartilhadas pela equipe. Elas podem, inclusive, serem observadas por meio de pesquisas e entrevistas.
  3. Suposições básicas: existe uma diferença entre o que é observado pelos colaboradores da empresa e o que é sentido e percebido por eles, as sensações que são assumidas como verdade.

Os benefícios de uma cultura organizacional forte para uma empresa

Uma cultura organizacional bem estabelecida gera satisfação, engajamento e felicidade nos funcionários da empresa. Eles desenvolvem dentro de si o sentimento de orgulho por fazer parte de uma organização com valores sólidos e positivos. Isso faz com que os trabalhadores queiram, cada vez mais, se desenvolver dentro do negócio.

Conheça agora 8 benefícios de implementar uma cultura organizacional forte em sua empresa. Confira!

  1. Valorização do potencial: um colaborador que sente seu trabalho valorizado, sendo bem recompensado pelos seus esforços, vai se dedicar cada vez mais aos seus afazeres dentro da empresa.
  2. Sensação de pertencimento: para diminuir a taxa de turnover e conseguir reter talentos em uma organização, os gestores precisam criar o desejo nos trabalhadores em não trocar seu emprego em sua empresa por nenhuma outra. Essa sensação de pertencimento pode ser feita por meio de uma comunicação aberta e participativa e também por um programa de participação nos lucros, por exemplo.
  3. Alinhamento entre empresa e colaboradores: a cultura organizacional, justamente por estabelecer as diretrizes de comportamento de todos os profissionais que fazem parte da empresa, gera alinhamento entre os valores do negócio e seus colaboradores.
  4. Bom relacionamento: quanto menores os níveis de estresse no ambiente de trabalho, maior será a produtividade dos profissionais. Para isso, é preciso manter a cultura do respeito, apoio e sinergia entre todos os membros da equipe.
  5. Capacidade de inovar e assumir riscos: profissionais que são encorajados pela empresa onde trabalham a contribuir com ideias inovadoras e criativas ajudarão no crescimento e desenvolvimento da organização, além de desenvolverem uma ligação mais profunda com a instituição.
  6. Foco nos objetivos: quando alguma ação, mesmo que tenha sido bem planejada e estruturada, não gera os resultados esperados, é preciso mudar. Empresas que focam no resultado, transformando seus profissionais em orientadores, desenvolvem sua cultura organizacional de maneira mais eficiente.
  7. Valorização do capital humano: uma empresa é feita de pessoas, por isso, valorizar os recursos humanos é fundamental para o crescimento e consolidação de uma empresa no mercado.
  8. Trabalho em equipe: cada colaborador precisa de atenção dentro da empresa, mas o foco na equipe como um todo também não pode ser deixado de lado. Uma cultura organizacional forte cria a consciência de que juntos os profissionais conseguirão chegar mais longe.

Os diferentes tipos de cultura organizacional

Existem diferentes tipos de cultura organizacional e é importante que você saiba qual está sendo empregado na sua empresa, se essa é realmente a melhor opção para o seu negócio ou se está na hora de mudar o rumo disso.

Assim, vamos citar abaixo as principais formas de cultura organizacional utilizadas nas organizações. Acompanhe!

Cultura multidirecional

Trata-se de um dos caracteres de cultura organizacional ainda bastante comuns nas empresas brasileiras. Prevalecem a intriga e o individualismo, com setores que trazem rixas entre si.

A maior parte dos funcionários e gestores não sabe trabalhar em equipe e não se dão bem uns com os outros.

Esse é um ambiente cheio de problemas, em que é normal um tentar derrubar o outro. Dessa forma, torna-se difícil liderar e avaliar competências.

Como não há solidariedade e existem muitas dificuldades em trabalhar em função de um objetivo comum, esse tipo de cultura apresenta muito mais desvantagens que vantagens.

Pode acontecer de que funcionários obtenham individualmente sucesso e isso se reflita no crescimento do negócio, mas, devido à falta de cooperação, os efeitos podem durar pouco.

Cultura da culpa

Nesse tipo de cultura, os funcionários e até os gestores costumam culpar uns aos outros, incapazes de assumir responsabilidades e reconhecer suas falhas.

Para o gestor, o funcionário é culpado por não saber exercer sua função corretamente.

Por exemplo, o trabalhador considera o gestor incapaz de liderar, um funcionário acha que o outro não sabe trabalhar tão bem quanto ele e, ao invés de ajudá-lo, prefere acusá-lo.

Em uma empresa assim, ninguém deseja aprender com ninguém, pois acha que já sabe demais. Sempre o outro é culpado pelos seus erros.

Cultura do poder

Outro dos tipos de cultura organizacional que torna as relações complicadas e até insustentáveis.

Na verdade, ninguém pensa no bem coletivo, no crescimento da empresa como um todo. Cada um deseja galgar um cargo mais elevado.

A cultura do poder se caracteriza pela ausência de profissionalismo e princípios éticos. Também não existe muita solidariedade, a não ser quando os interesses se combinam.

Quando a luta é acirrada demais, a empresa pode desmoronar. Pode acontecer, por outro lado, de aparecer um líder ditador carismático, que consegue conduzir as coisas com eficiência até certo ponto. Entretanto, essa cultura é ilusória, já que esses líderes, na maioria das vezes, levam o empreendimento ao ponto mais alto, mas depois costumam levá-lo às piores condições.

Cultura de pessoas que respeitam a marca

Os colaboradores e gestores vêm, acima de tudo, os objetivos da empresa como um fator comum que une todos. Dessa forma, trabalham em prol dos melhores resultados.

Existe um comprometimento com os valores e princípios da empresa. Assim, há maior integração entre gestores e funcionários e entre os próprios trabalhadores.

Na cultura que respeita a marca, o trabalho em conjunto prevalece sobre o trabalho individual.

Os funcionários costumam ser recompensados e estimulados a trabalhar. Entretanto, ainda assim, é possível surgir rivalidades e conflitos, já que alguns sempre se destacarão mais do que outros.

Cultura da liderança enriquecida e da inovação

Nesse tipo, os profissionais se destacam e são reconhecidos. O que pesa na avaliação é o desempenho e capacitação dos colaboradores e gestores em cumprir as suas obrigações. Cada um sabe o que deve fazer e procura fazê-lo da melhor forma possível. Há reconhecimento e recompensas.

Talvez, esse tipo de cultura seja mais seletivo e dificulte o acesso à empresa de profissionais medianos. Por outro lado, o gestor inovador pode saber aproveitar todos os talentos, direcionando os funcionários para funções compatíveis com suas capacidades.

Cultura de papéis

A cultura de papéis tem como objetivo focar nas atividades que são realizadas por cada membro da equipe.

Para isso, os níveis hierárquicos devem ser bem definidos. Mas, justamente por essa razão, existe pouca flexibilidade na execução das tarefas, pois cada colaborador só faz aquilo que lhe foi designado.

Os procedimentos são determinados de uma maneira que, muitas vezes, acaba tornando-os engessados, não dando muito espaço para a inovação e melhorias de processos. A consequência disso é a falta de dinamismo na realização dos trabalhos.

A cultura organizacional de papéis tem como efeito a formação de trabalhadores que acabam se acomodando em seus afazeres, deixando de se preocuparem com sua ascensão dentro da empresa.

Além disso, a cultura de papéis dificulta a interação e a comunicação entre os colaboradores e os diferentes departamentos da organização, o que pode ser um grande entrave, tanto para a solução de problemas como para a concepção de novas ideias.

Cultura de tarefas

Esse é um tipo de cultura organizacional que acaba destacando as empresas que a empregam. O motivo é simples: cada profissional tem sua especificidade para executar determinado tipo de trabalho, agregando muito conhecimento ao negócio.

Na cultura de tarefas, o foco de cada colaborador é resolver problemas. Para isso, são contratados profissionais preparados para lidar com todo tipo de situação, que tenham um perfil que goste de desafios, deixando a mesmice e previsibilidade de lado.

Existe muita flexibilidade tanto por parte da empresa, como por parte dos colaboradores, pois o ritmo da rotina de trabalho funciona de acordo com o que vai acontecendo no dia a dia.

O clima organizacional de um empreendimento é influenciado positivamente quando tem como premissa a cultura de tarefas, pois ela foca na valorização dos seus empregados, permitindo que eles deem ideias e sugiram soluções, mantendo-os sempre motivados.

Agora que você já conheceu os diferentes tipos de cultura organizacional que uma empresa pode empregar, para melhorar ainda mais a gestão do seu negócio, leia o nosso post sobre a governança corporativa nas empresas.

Com certeza ele vai ser de grande interesse para você!