Existem muitos conceitos que são aplicados no mundo empresarial e precisam ser mais bem conhecidos de gestores e funcionários. Um desses conceitos, considerado fundamental pelos especialistas, é o de “cultura organizacional”. A ideia está relacionada às normas, valores, visão de mundo e missão que a empresa defende.

Existem diversos tipos de cultura organizacional, cada um com suas vantagens e desvantagens. Conheça quais são eles, lendo o post:

Cultura multidirecional

Trata-se de um dos caracteres de cultura organizacional ainda bastante comum nas empresas brasileiras. Prevalecem a intriga e o individualismo, com setores que trazem rixas entre si.

A maior parte dos funcionários e gestores não sabe trabalhar em equipe, não se dão bem uns com os outros. É um ambiente cheio de problemas, em que é normal um tentar derrubar o outro. Torna-se difícil liderar e avaliar competências.

Como não há solidariedade e existem muitas dificuldades em trabalhar em função de um objetivo comum, esse tipo de cultura apresenta muito mais desvantagens que vantagens. Pode acontecer de que funcionários obtenham individualmente sucesso e isso se reflita no crescimento do negócio, mas devido à falta de cooperação, os efeitos podem durar pouco.

Cultura da culpa

Nesse tipo de cultura, os funcionários e até os gestores costumam culpar uns aos outros, incapazes de assumir responsabilidades e reconhecer suas falhas.

Para o gestor, o funcionário é culpado por não saber exercer sua função corretamente. O funcionário considera o gestor incapaz de liderar. Um funcionário acha que outro funcionário não sabe trabalhar tão bem quanto ele e, ao invés de ajudá-lo, prefere acusá-lo.

Em uma empresa assim, ninguém deseja aprender com ninguém, pois acha que já sabe demais. Sempre o outro é culpado pelos seus erros.

Cultura do poder

Outro dos tipos de cultura organizacional que tornam as relações complicadas e até insustentáveis. Na verdade, ninguém pensa no bem coletivo, no crescimento da empresa como um todo. Cada um deseja galgar um cargo mais elevado.

A cultura do poder se caracteriza pela ausência de profissionalismo e princípios éticos. Também não existe muita solidariedade, a não ser quando os interesses se combinam.

Quando a luta é acirrada demais, a empresa pode desmoronar. Pode acontecer, por outro lado, de aparecer um líder ditador carismático, que consegue conduzir as coisas com eficiência até certo ponto. Entretanto, essa cultura é ilusória, já que esses líderes, na maioria das vezes, levam o empreendimento ao ponto mais alto, mas depois costumam levá-lo às piores condições.

Cultura de pessoas que respeitam a marca

Os colaboradores e gestores vêm, acima de tudo, os objetivos da empresa como um fator comum que une todos. Dessa forma, trabalham em prol dos melhores resultados. Existe um comprometimento com os valores e princípios da empresa. Assim, há maior integração entre gestores e funcionários e entre os próprios funcionários.

Na cultura que respeita a marca, o trabalho em conjunto prevalece sobre o trabalho individual. Os funcionários costumam ser recompensados e estimulados a trabalhar.

Entretanto, ainda assim, é possível surgir rivalidades e conflitos, já que alguns sempre se destacarão mais que outros.

Cultura da liderança enriquecida e da inovação

Nesse tipo, os profissionais se destacam e são reconhecidos. O que pesa na avaliação é o desempenho e capacitação dos colaboradores e gestores em cumprir as suas obrigações. Cada um sabe o que deve fazer e procura fazê-lo da melhor forma possível.  Há reconhecimento e recompensas.

Talvez, esse tipo de cultura seja mais seletivo e dificulte o acesso à empresa de profissionais medianos. Por outro lado, o gestor inovador pode saber aproveitar todos os talentos, direcionando os funcionários para funções compatíveis com suas capacidades.

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