A maneira como os funcionários de uma empresa são tratados reflete diretamente na qualidade e na produtividade do serviço prestado, assim como na forma de eles se relacionarem e de se portarem frente a empresa.

Em razão disso, o feedback efetivo é importante para que o empregado entenda o que a empresa espera dele, mas também para que ele tenha a oportunidade de se manifestar sobre suas impressões.

Por outro lado, o assédio moral tende a desmotivar o funcionário, deixando-o cada vez mais insatisfeito, além de poder causar uma série de danos psicológicos.

Para que você entenda bem cada um destes conceitos e não permita que o feedback evolua para um assédio moral, continue lendo nosso post!

Feedback efetivo

O feedback é um processo bilateral em que o líder apresenta as expectativas depositadas no liderado, bem como as ferramentas e os recursos de que dispõe para que eventuais falhas sejam sanadas.

Na mesma oportunidade, o líder escuta o que o funcionário tem a dizer, como suas dificuldades, impressões e, principalmente, sugestões para tornar o processo ainda mais produtivo.

Para que o feedback seja mesmo efetivo, o ideal é que aconteça em um local reservado e em um horário determinado. Além disso, é importante iniciar a conversa pontuando os pontos positivos e, ao sinalizar as falhas, apresentar alternativas. E, ainda, é essencial dar a chance de o empregado falar e perceber que as portas estão abertas para ele.

Não se trata, portanto, de dar bronca e de apenas exigir. Trata-se de um momento em que as partes têm a oportunidade de conversar e de o empregador ou seu representante apresentar o que não está sendo bem feito e como o colaborador pode melhorar. Isso faz parte da cultura organizacional.

Assédio moral

Embora a legislação não tenha definido o assédio moral, a doutrina e os Tribunais o definem como uma conduta abusiva que pode acontecer tanto do superior hierárquico em relação a um funcionário (vertical descendente), como o contrário (vertical ascendente), e entre colegas de trabalho de mesma posição, que é o assédio horizontal.

Esse assédio se verifica quando um funcionário, em um período prolongado de tempo, é exposto a constantes situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, atentando contra sua dignidade e implicando sua desestabilização psicológica.

Nesse sentido, para restar caracterizado deve haver uma repetição do comportamento abusivo de um funcionário com o outro. Se um empregado agride o outro verbalmente apenas uma vez, pode ter cometido crime de calúnia ou de injúria, mas não o assédio.

Além disso, deve haver uma perseguição, em que o assediado claramente recebe um tratamento distinto do dos outros. Isso seja porque é exigido o cumprimento de metas ou a realização de um trabalho acima dos limites impostos aos demais, seja por ser excluído dentro do ambiente, levando-o a querer pedir demissão.

A exclusão pode acontecer quando o empregador reduz o volume de trabalho de um colaborador, não o convida para participar de reuniões em que toda a equipe está presente, ou o exclui dos e-mails ou grupos de WhatsApp corporativos.

Diferença entre feedback efetivo e assédio moral

A principal diferença entre um feedback efetivo e o assédio moral é que no primeiro não há uma situação humilhante e que fere a dignidade do empregado, ainda que haja uma cobrança de melhor desempenho.

Nesse contexto, se o superior hierárquico convida um funcionário a sua sala e apresenta as falhas, chamando a sua atenção para que melhore seu desempenho e se o superior se comporta da mesma maneira com todos os demais funcionários, isso é um feedback efetivo.

Mas se durante esta conversa o superior se vale de adjetivos negativos, repete esta situação reiteradamente, mas não se comporta da mesma maneira com os outros, isso não é mais um feedback e sim assédio moral.

De todo modo, cabe ao empregador estar atento à postura de seus funcionários, na medida em que a empresa, e não apenas o colaborador que praticou o assédio moral, será responsabilizada.

Interessante este assunto, não é mesmo? Aproveite para compartilhá-lo nas redes sociais para que mais pessoas entendam essa diferença!