Um dos temas mais debatidos nos últimos tempos é a governança corporativa. Desenvolver-se, crescer e evoluir é algo que toda companhia deseja, principalmente quando se trata de empresas familiares, que enfrentam desafios adicionais relacionados à manutenção do legado construído com tanto empenho.

Ainda que atinja certo grau de sucesso, se a sua empresa negligenciar a governança corporativa, encontrará dificuldades para se sustentar ao longo do tempo.

Pensando nisso, ao longo deste artigo, buscamos explicitar o conceito e ressaltar a sua relevância, sobretudo, em uma organização familiar. Continue a leitura dos próximos parágrafos e confira!

O conceito de governança corporativa

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBCG), a governança corporativa é uma espécie de sistema por intermédio do qual as instituições são geridas, controladas, monitoradas, estimuladas e guiadas, englobando as práticas e as relações entre proprietários, gestores e órgãos regulamentadores.

Trata-se de um conceito que surgiu há algum tempo, mais precisamente durante a década de 1970, como uma espécie de movimento originado a partir de organismos e instituições internacionais, que a conectaram com aspectos econômicos e políticos. Nos anos de 1990, houve uma grande evolução no que se refere à sua concepção e às possíveis aplicações.

Nesse sentido, para fins de registro, determinou-se que a governança corporativa consiste, então, na elaboração e na implementação das melhores práticas e instruções para que uma dada organização empresarial siga em conformidade com a sua realidade e estrutura interna.

De modo surpreendente, contudo, muitos empreendedores relacionam erroneamente a governança corporativa às coisas como burocracia excessiva, limitação, engessamento, restrição de ações etc. Todavia, ela não precisa ser tão severa ou fechada, mas deve se moldar de acordo com os atributos e as condições de cada empresa.

Assim, a governança corporativa pode ser definida, também, como uma série de processos que determinarão a forma pela qual os negócios podem ser geridos, encarregando-se, por exemplo, de transformar princípios e valores em diretrizes mais objetivas.

Sob a perspectiva da gestão empresarial, ela se configura como um conjunto de procedimentos com o intuito de aprimorar os relacionamentos de todos aqueles que fazem parte de um determinado negócio, elevando o grau de confiança que os profissionais nutrem entre si.

O funcionamento da governança corporativa

O sistema de governança corporativa é voluntário, ou seja, as empresas podem adotá-lo se assim desejarem e se for algo decidido por livre e espontânea vontade. Ele está previsto em uma série de leis e normas, porém, em termos oficiais e públicos, é uma prática implantada pela decisão espontânea de cada organização.

A governança corporativa funciona como uma profissionalização da gestão empresarial. Os líderes efetivamente envolvidos no processo decisório de cunho estratégico pensam e implementam diferentes procedimentos e abordagens para proporcionar maior independência funcional e autonomia nas decisões, a fim de abandonar os princípios do modelo autocrático, isto é, aquele do chefe “clássico”.

As práticas concernentes à governança corporativa já foram alicerçadas em um Código criado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Sendo uma associação sem fins lucrativos e uma verdadeira referência no tema, o IBGC elabora, desde 1999, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa, com o objetivo de registrar, da forma mais ampla e vasta possível, práticas e diretrizes pertinentes a esses princípios.

A contratação de consultores e empresas afins para ajudar na configuração da governança corporativa tem sido uma boa solução para muitas empresas de sucesso. Em uma série de reuniões, são definidos critérios para a indicação de pessoas que se tornarão membros componentes do Conselho de Administração.

Um dos focos das ações da governança corporativa é, justamente, estimular a constituição de um Conselho de Administração, descentralizando a gestão e, racionalmente, impedindo que todo poder se concentre nas mãos de uma única pessoa.

A governança corporativa, junto ao escopo das ações efetuadas via Conselho de Administração, delimita a estrutura, os processos de gestão e os relacionamentos profissionais, para assegurar uma boa gestão da empresa e melhorias constantes em todos os aspectos possíveis.

À medida que todos os instrumentos, ferramentas e atividades de governança corporativa são implantados e o ciclo de melhorias tem início, as práticas estabelecidas podem se refletir em um ritmo de crescimento mais acelerado.

A governança corporativa determinará, assim, uma série de “regras” que, quando colocadas em conjunto, constituirão a nova rotina da organização, proporcionando maior agilidade a procedimentos que antes estavam “travados”, conferindo maior transparência e fornecendo maior autonomia para as equipes de trabalho.

Para muitas empresas, o objetivo principal é encontrar um método capaz de contribuir decisivamente para melhorar os processos de tomada de decisões. As soluções extraídas têm auxiliado muitos negócios que se deparam com desafios, como iniciar novos projetos ou lidar com divergências nas decisões entre membros da diretoria.

Em termos práticos, torna-se mais simples definir quem poderá participar das votações, quem terá a palavra final, quem deterá o poder de aprovar orçamentos, dentre muitas outras situações. Em suma, a governança corporativa é incrivelmente útil em situações críticas.

A importância da governança corporativa na empresa familiar

Um dos fatos que faz da governança corporativa tão relevante para uma empresa familiar é a necessidade de se profissionalizar a sua administração, conforme anteriormente citado.

Embora uma gestão de caráter mais pessoal seja um fenômeno muito comum, por vezes, o fato de haver uma centralização de poder e controle tão grande faz com que os colaboradores se sintam de mãos atadas, sem independência para o exercício de suas funções e sem um poder mínimo de decisão.

Esse engessamento da gestão de pessoas e de processos acaba sendo um empecilho enorme para o desenvolvimento dos negócios e a continuidade da empresa, engendrando uma percepção de insegurança e desconfiança nos investidores.

A governança corporativa é uma forma de solucionar, de forma mais inteligente e objetiva, os conflitos em empresas familiares. Eventualmente, há organizações dessa natureza que enfrentam sérios problemas administrativos e, até mesmo, financeiros, por conta de questões externas ao ambiente de negócios, originadas nos âmbitos pessoais ou profissionais das famílias.

As boas práticas de governança corporativa em empresas familiares se transformam em instruções bem objetivas ao unir interesses variados com vistas a conservar e a otimizar o valor que a marca comunica ao público, simplificando o acesso a recursos imprescindíveis ao sucesso dos negócios.

As empresas familiares passam por desafios e problemas peculiares muito distintos da realidade encontrada em outros tipos de organizações. Quando a governança corporativa funciona adequadamente, os membros da família nutrem maior confiança entre si e, consequentemente, a gestão se torna mais dinâmica.

Um exemplo da utilidade da governança corporativa nas empresas familiares está dentro dos desafios na sucessão. O ato da transição de liderança é um dos momentos mais delicados nessa modalidade de empresa.

A sucessão em empresas familiares envolve uma série de ações, decisões, discussões e, é claro, muito preparo. Jamais se deve fazer uma transição sem um plano de sucessão cuidadosamente elaborado e progressivamente aplicado.

Uma das formas de efetuar esse processo de transição é por meio de uma holding empresarial. Por exemplo, uma holding familiar pode facilitar (e muito!) a sucessão hereditária dos negócios, garantindo uma existência plena e próspera para a organização.

Uma das maneiras de assegurar que a holding seja bem-sucedida em seus propósitos pode ser encontrada ao aplicar a governança corporativa. Sem boas práticas de governança corporativa, não há empreendimento familiar, mesmo após a constituição de uma holding que se segure indefinidamente.

Os princípios da governança corporativa

O sistema de governança corporativa é composto por uma série de princípios norteadores de ações relevantes e geradoras de valor, entre as quais, algumas se destacam. Continue a leitura e entenda.

Equidade

O conceito de equidade diz respeito ao tratamento justo e igualitário de todos os sócios, colaboradores e demais envolvidos que compõem a empresa. De forma alguma, pode haver algum tipo de distinção ou discriminação, sob nenhum subterfúgio ou desculpa.

Transparência

Em uma empresa, existe, invariavelmente, todo um conjunto de dados e informações que devem ser obrigatoriamente transmitidos a colaboradores e/ou demais interessados. Contudo, dentro dessa ótica da transparência na governança corporativa, deve haver uma vontade genuína e sincera de promover a disponibilidade de todas as informações possíveis e necessárias, não apenas aquelas previstas em lei.

Accountability

Esse é um dos princípios essenciais da governança corporativa. Accountability envolve a prestação responsável e minuciosa de contas por responsabilidade dos gestores que, desse modo, assumem totalmente as consequências de suas ações, falhas, omissões etc.

A empresa, portanto, deve prestar contas de seus serviços e/ou produtos, não apenas com relação aos recursos financeiros, mas também com relação ao papel que executa em conjunto com os sócios ou acionistas.

Responsabilidade corporativa

Os agentes responsáveis pela governança corporativa devem cuidar da sustentabilidade das empresas em que atuam, objetivando sua longevidade e adotando, inclusive, considerações de caráter social e ambiental na configuração dos negócios e das operações.

O papel da governança corporativa na empresa

Os benefícios que a governança corporativa propicia às empresas estão ligados à melhoria dos negócios, à transformação de princípios em ações e à manutenção e ao aprimoramento do desempenho organizacional. Ao expor, para os acionistas, uma conduta bem definida e um histórico de decisões acertadas, baseadas nos princípios da governança, o negócio pode aprofundar sua acessibilidade ao capital e contribuir indubitavelmente para a continuidade da empresa.

Como vimos, uma das principais tarefas da governança corporativa é melhorar a gestão da organização. Com seu suporte, a gestão da companhia terá, diante de si, novos desafios que proporcionarão, a seus membros, um amadurecimento maior e mais consistente, além de assegurarem segurança e tranquilidade.

Ela envolverá as mais variadas “camadas” da empresa, integrando setores, níveis hierárquicos, funções, gestores e colaboradores em prol de um fim comum que seja realmente vantajoso e benéfico para a organização. Parte desses benefícios e vantagens depende da colaboração e da participação ativa de todos.

Outro papel de suma relevância da governança corporativa é implantar a igualdade entre os membros da empresa. Não se trata, por certo, de desrespeitar a hierarquia que faz parte da organização (por vezes, há décadas). Entretanto, o que gostaríamos de salientar aqui é que deve ficar a cargo da governança agir preventivamente para evitar que ocorram situações abuso de poder.

A governança corporativa tem como atribuição essencial garantir um maior e melhor desenvolvimento da empresa. Uma má gestão e/ou administração não seria capaz de dar todo o respaldo necessário para o crescimento, o progresso e a evolução dos negócios. Sendo assim, cabe à governança articular os elementos disponíveis para fornecer o suporte que for preciso para esse fim.

Em outras palavras, trata-se de empreender uma administração mais clara, acurada e atenta aos detalhes, coibindo, ao máximo, qualquer tipo de fraude, abusos de toda ordem e erros estratégicos que possam comprometer o desenvolvimento da empresa e trazer sérios danos à sua saúde organizacional.

Resumidamente, a governança corporativa abrange melhorias nos processos da empresa, uma integração mais ampla entre os distintos níveis hierárquicos da organização e a transparência absoluta no momento da prestação de contas.

Conseguir investimentos dependerá, em grande parte, do modelo de gestão adotado pela empresa. Com tudo o que tem a oferecer a empresas de todos os portes e segmentos de atuação, a governança corporativa envolve, ainda, a função de reduzir os riscos existentes na hora de se investir em um dado empreendimento.

Os benefícios da governança corporativa

Para melhor ilustrar os benefícios que a governança corporativa pode proporcionar à sua companhia, abordamos, a seguir, alguns dos mais relevantes. Confira.

Ampliação das fontes de financiamento

Seja nas instituições privadas, seja nas instituições públicas, seja nas instituições mistas, o pensamento e a prática corrente é de que os investimentos só serão realizados naquelas empresas que demonstrarem ter uma boa governança corporativa. Ela funciona como uma garantia de que os negócios em questão renderão bons frutos.

Quanto mais eficiente for a governança corporativa, maiores e mais variadas serão as fontes de financiamento, ou seja, mais instituições se interessarão em investir na sua empresa e considerar os diferenciais que você oferece.

Credibilidade e confiança

Uma vez que os possíveis investidores precisam nutrir confiança na sua organização, a governança corporativa se responsabilizará por fornecer uma boa fatia dessa credibilidade. No entanto, lembre-se de que é indispensável conquistar a confiança dos clientes que, certamente, se sentirão mais seguros de fazer negócios, acessar serviços ou adquirir produtos de empresas dotadas de boa governança.

Visibilidade de mercado

As empresas que estabelecem uma governança corporativa têm uma visibilidade de mercado mais favorável e profícua, pois essa abordagem evidencia clareza, dinamismo, agilidade e transparência.

Dessa forma, a visibilidade da organização pode ser consideravelmente maximizada, sendo bastante improvável que, a partir dela, o avanço de sua empresa rumo a um melhor posicionamento no mercado sofra alguma interrupção. Similarmente, graças à conformidade com as atuais tendências, a abertura de novas oportunidades de negócios será, também, maior.

Prevenção contra processos ineficientes

Dispor de uma excelente governança corporativa auxilia na prevenção dos negócios em relação a diversos tipos e graus de problemas, sobretudo aqueles que podem ser considerados mais graves e capazes de prejudicar seriamente suas operações.

Ao se estruturar o funcionamento de uma empresa a partir de princípios corretos e bem claros, dificilmente se apresentarão condições problemáticas. Além disso, uma maior racionalização na utilização e na aplicação de recursos (tanto materiais quanto humanos) contribuirá decisivamente para eliminar a ineficiência de diversos processos, de acordo, obviamente, com as especificidades da empresa e as características gerais de sua área de atuação.

A forma de implementação da governança corporativa na sua empresa

Antes de abordarmos, propriamente, os elementos necessários para implementar a governança corporativa na sua empresa, vale a pena explicitar os diferentes modelos de governança corporativa. Entenda:

  • insider system: modelo proposto pelo IBGC. Ele tem como principal diretriz a potencialização dos ganhos que exercem um papel preponderante e decisivo na rentabilidade do negócio;
  • outsider system: também elaborado pelo IBGC. Nele, os acionistas da organização estão difundidos, isto é, não estão integrados ao cotidiano da empresa. Os seus esforços se concentram no mercado de ações, tencionando aumentar os lucros dos investidores, que, por sua vez, mantêm-se cautelosos em relação aos investimentos realizados;
  • modelo latino-americano: esse é um modelo de governança corporativa que ainda carece de melhorias em vários aspectos, tanto mais pelo fato de que os investidores de pequeno porte não têm as mesmas garantias e seguranças ofertadas aos grandes investidores;
  • modelo alemão: nessa linha de governança corporativa, os acionistas não têm tanta influência, e a administração é guiada por meio de acordos multilaterais entre os distintos níveis de hierarquia. Os bancos, por exemplo, têm um grande peso nesse modelo.

Tendo em mente os diferentes modelos, expomos, na sequência, um passo a passo para garantir o sucesso da implementação da governança corporativa em sua empresa.

Não vá com muita “sede ao pote”

Nenhuma mudança é fácil no contexto empresarial. Ainda que os objetivos dessas modificações sejam para o próprio bem da organização, nem sempre é simples lidar com o processo de adaptação.

As práticas pertencentes à governança corporativa devem ser aplicadas paulatinamente, de forma progressiva, conferindo especial atenção a cada passo dado.

Determine a hierarquia com clareza

A equipe de trabalho e os colaboradores necessitam estar cientes sobre a quem devem reportar. A cadeia de comando precisa ser delimitada de forma muito clara, explícita e precisa. Ao saber com exatidão quem são os seus superiores imediatos, fica mais fácil para os funcionários adequar suas atividades e, assim, conhecer as prioridades.

Constitua um conselho consultivo

Ter um grupo de pessoas que exercem o papel de mentores e líderes pode ser de grande valia para a adoção de rumos mais apropriados. O ideal é que esse grupo seja composto por profissionais experientes e de comprovado know-how.

Monitore e registre a implementação da governança corporativa

Promova reuniões constantes como forma de acompanhar as implementações propostas pela governança corporativa. Em seguida, registre todos os fatos e informações relevantes. Isso permitirá que você esteja sempre atualizado quanto ao que está funcionando ou não.

As melhores práticas da governança corporativa

Visto que a governança corporativa é um elemento fundamental e, também, um importante diferencial para a sua organização, principalmente se for uma empresa familiar, apresentamos, a seguir, algumas de suas melhores práticas.

Criação do conselho de família

A criação de um conselho de família com a missão de melhor organizar os interesses da família é extremamente benéfico para o andamento dos negócios.

Ela deve funcionar fora do âmbito da empresa, atuando como uma espécie de fórum ou comitê, no qual a família encontre plena liberdade para debater e solucionar os possíveis pontos de conflito, viabilizando, assim, a transposição de posicionamentos de consenso para dentro da sociedade empresarial.

Definição de critérios sucessórios

A transição de um regime de liderança, ou melhor, de uma cadeira de gestores para outra, é bastante complexa e sensível, demandando muito cuidado e atenção a uma variedade imensa de detalhes.

O objetivo de qualquer empresa, sobretudo das empresas familiares, é manter vivo o legado e o sucesso construídos até então. Sendo assim, a sucessão precisa passar por um intrincado planejamento. Isso envolve, então, a delimitação dos critérios necessários para levar o plano de sucessão adiante e garantir que ela seja bem-sucedida.

Diferenciação entre interesses familiares e empresariais

É natural que, em empresas familiares, exista um intenso jogo de interesses nem sempre abertamente revelados. Ainda que seja difícil separar as coisas de modo claro, é altamente recomendável proceder a uma precisa distinção entre os interesses que são estritamente empresariais e aqueles que dizem respeito aos vínculos familiares.

É claro que esses interesses podem dialogar, todavia, essa delimitação é uma garantia necessária para não prejudicar os negócios.

Formação do Conselho de Administração

O Conselho de Administração deve ser o órgão responsável pelos processos decisórios da empresa, sobretudo, no que se refere a seu direcionamento estratégico. Essa instância executará a função de defender os princípios, os valores, os objetivos e o sistema de governança da organização, sendo, ademais, o seu principal integrante.

Um tanto diferentemente do que ocorre com o Conselho de Família, o Conselho de Administração zelará mais diretamente pelos interesses da empresa em si, resguardando-os de eventuais problemas e conflitos originados junto ao seio familiar.

A governança corporativa como ferramenta de progresso das empresas familiares

Toda e qualquer empresa, categorizada como familiar ou não, lida com demandas e questões muitos específicas. Para que a organização se mantenha firme e forte no mercado, a governança corporativa é, de fato, um item absolutamente indispensável.

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