Com a crise econômica no Brasil, que começou em meados do ano de 2014, a fusão empresarial foi a saída para muitas organizações sobreviverem num cenário desafiador. Durante esse período turbulento, que ainda deixa rastros, houve uma espécie de “seleção natural” e uma reacomodação de posições em diferentes segmentos de mercado.

Para superar a recessão, alguns negócios buscaram se unir, e outros ainda pensam nessa possibilidade. Porém, a fusão empresarial não se restringe apenas à junção de negócios. Vários fatores interferem nesse processo de modo a potencializar ou a prejudicar a união de empreendimentos.

Veja, no post de hoje, cinco cuidados que você deve ter na fusão empresarial.

1. Checar a viabilidade legal

A disposição dos proprietários ou acionistas e um acordo acerca de valores não são suficientes para assegurar que duas empresas somem esforços e juntem operações. Conforme o porte da negociação, a transação precisará atender a dispositivos jurídicos e ter aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

2. Analisar o impacto no segmento de mercado

A questão financeira é importante, mas não deve ser a única considerada em uma fusão empresarial. O impacto da junção de companhias precisa ser avaliado em toda a cadeia produtiva da qual participam.

Os responsáveis pela união também precisam levar em conta a percepção dos consumidores a respeito da fusão. Em alguns segmentos de mercado, é comum haver disputas entre marcas, o que pode resultar em abandono pelos seus respectivos clientes fiéis. Num caso de união de adversários de longa data, o público pode se sentir confuso diante da mudança de cenário e, às vezes, passar a comprar de outra empresa com a qual se identifique.

3. Pensar no processo de transição

A fusão empresarial precisa levar em conta o planejamento estratégico da organização que surgirá da união de negócios. O processo de transição para a realidade almejada precisa ser estruturado de forma criteriosa, para que haja eficiência e eficácia nessa passagem.

Definir o modelo de organização, a missão, a visão e os valores do novo empreendimento é fundamental para que a fusão empresarial tenha êxito. Estabelecer critérios para a resolução de conflitos, já na fase de planejamento, pode ser muito útil para evitar decisões demoradas.

4. Considerar as finanças antes da fusão empresarial

A saúde financeira de cada empresa precisa ser analisada com cuidado antes de haver a fusão. Se um negócio está bem e o outro nem tanto, o que está mal pode prejudicar as operações daquele que dá lucro.

Por isso, previsões sobre dados financeiros da fatura empresa são essenciais para um estudo de viabilidade da fusão. Economias de escala e cortes de duplicidade de imóveis, equipamentos e recursos humanos devem ser considerados, bem como eventuais gastos para promover a sinergia dos negócios.

5. Levar em conta a integração de culturas

Duas culturas organizacionais bem distintas podem ser grandes empecilhos para o sucesso de uma fusão empresarial. Avaliar o grau de influência desse quesito antes da transação é fundamental para que as companhias não tomem um caminho turbulento e, no futuro, tenham que desfazer a união.

Pensar em maneiras de juntar as equipes e proporcionar a propagação de uma cultura que compreenda a nova empresa são estratégias que podem ser utilizadas após uma fusão empresarial. Primeiro focar nos pontos comuns dos negócios e depois discutir as divergências caso a caso, sempre sob o ponto de vista da busca pelos melhores processos, também pode ser uma forma de se promover a integração de empresas diferentes.

Não sua opinião, além do que apontamos no post de hoje, o que mais deve ser considerado numa fusão empresarial? Deixe seu comentário aqui no blog. Participe!