Empresas familiares são uma parte fundamental da economia brasileira. Atualmente, elas representam cerca de 80% de todas as organizações que operam no país, contribuindo com 50% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Os números demonstram o potencial dessas empresas não apenas em cada um de seus setores, mas também na geração de empregos e na recuperação econômica que começa a acontecer. É justamente por isso que o planejamento sucessório é tão importante, visto que garante a perenidade de organizações fundamentais. 

A sucessão dos fundadores é desafiadora pois, se não for feita com muito cuidado e planejamento, pode representar uma ruptura nos valores organizacionais, algo que afeta não apenas o ambiente interno, como também o posicionamento mercadológico. Traduzindo: uma mudança mal realizada no comando pode fazer com que a empresa perca negócios. 

Mas por que, exatamente, você deve se preocupar com o planejamento sucessório? A resposta é simples: as empresas são eternas, mas as pessoas não. É natural que os fundadores, com o avançar da idade, já não tenham mais condições de comandar suas organizações, caminhando para a merecida aposentadoria. Por isso, decidir como, quando e por quem substituí-los faz toda a diferença para a continuidade dos negócios. 

Existem dois caminhos: permanecer com a proposta familiar ou buscar soluções no mercado, trazendo profissionais com bagagem e experiência em outras organizações. Mas, antes que você pergunte, saiba que não há uma receita ideal: ambos os caminhos são bons. O que os controladores esperam do futuro da empresa é o que decide entre um ou outro.

O certo é que, nos dois casos, são necessários preparação e planejamento para que tudo seja realizado da melhor forma possível. Continue lendo e entenda melhor:

A preparação em primeiro lugar

A sucessão familiar pressupõe a chegada de novos comandantes, para ocuparem os lugares dos fundadores. Você consegue imaginar uma empresa que sobreviva à chegada de dirigentes despreparados para tomar as decisões estratégicas? Com certeza não!

Por esse motivo, a preparação daqueles que se tornarão os responsáveis pelos rumos da organização deve ser feita com muita antecedência. O planejamento sucessório deve começar pela escolha dos profissionais e devem abrir espaço para os preparativos o quanto antes.

É bom lembrar que organizações familiares não começam como grandes corporações. Em geral, o início é modesto, a empresa tem poucos setores e, consequentemente, os fundadores podem acompanhar o crescimento orgânico da companhia. Assim, é fácil perceber que eles têm total domínio de todas as atividades relacionadas, já que acompanharam a implantação de todas elas, o que é fundamental para a tomada de decisões. 

A perda desse conhecimento pode ser fatal para as pretensões organizacionais e, por isso, a preparação dos sucessores deve envolver um planejamento que permita que os escolhidos percorram todos os setores. Atuando em diversas atividades durante algum tempo, eles poderão ter contato com o maior número possível de informações que possam embasar suas decisões futuras. 

Cursos externos e benchmarking em empresas que passaram por planejamento sucessórios recentes também são aconselháveis, mas jamais devem substituir o conhecimento interno das áreas. A preparação deve ser construída com experiências complementares. 

A figura do sócio fundador

As empresas familiares costumam ser marcadas pela forte figura de um ou mais sócios fundadores, que estabelecem e mantêm grande parte da cultura organizacional e inspiram os colaboradores a obterem os melhores resultados possíveis. 

O planejamento sucessório deve levar em conta o impacto causado pela aposentadoria destes sócios, uma vez que a falta deles pode fazer com que alguns funcionários sintam os efeitos a ponto de não conseguirem cumprir as metas traçadas. 

Em geral, os sócios costumam inspirar os colaboradores, seja por sua conduta ética ou por suas conquistas. Tratam-se de pontos de referência que não podem ser ignorados e que exigem cuidado extra no planejamento sucessório. 

É natural que haja menos identificação dos colaboradores com os novos comandantes e, por isso, é fundamental que os próprios sócios estejam não apenas envolvidos na sucessão como também convencidos de que o futuro da organização está em boas mãos. Eles mesmos podem ajudar a vender a imagem de sucesso que será preciso passar para que o trabalho seja bem sucedido. 

O investimento maciço em comunicação

A comunicação é peça fundamental no planejamento sucessório. Afinal de contas, trata-se de um processo que envolve escolhas e mudanças que certamente afetarão a vida de todos os colabores. E, por isso mesmo, transparência deve ser a palavra mais importante de todo o plano. 

Comunicar bem faz com que os colaboradores conheçam os motivos pelos quais está se fazendo um plano de sucessão (lembre-se: a boataria dos corredores não tem limites!) e o porquê da escolha dos novos dirigentes. 

Neste último aspecto, é importante reforçar que é natural que existam expectativas entre as camadas de liderança, já que muitos profissionais podem esperar que essa seja a chance de obter um upgrade definitivo na carreira. Portanto, para gerar um novo ciclo de confiança, a opção por um ou outro profissional precisa ser bem fundamentada. 

A comunicação pode ocupar essa lacuna, ajudando a fixar na cabeça dos colaboradores a ideia de que os escolhidos são profissionais gabaritados, capazes de levar a empresa a um notável crescimento em seu mercado de atuação. 

A importância de compartilhar os resultados obtidos

Aqui, é importante reforçar, mais uma vez, como a comunicação pode ser útil. Demonstrar os resultados obtidos no programa de adaptação dos novos líderes é importante para que a confiança nos futuros dirigentes seja reafirmada e que a cultura organizacional siga intacta nos corredores da organização. 

Muitas vezes, os escolhidos já fazem parte da rotina da organização, exercendo funções em áreas diversas. Por esse motivo, nem sempre seus colegas têm oportunidade de vê-los como elementos estratégicos da empresa. 

O mesmo vale para profissionais de mercado que possam, eventualmente, ser escolhidos para compor o programa de sucessão familiar. Justificar esta escolha por meio do compartilhamento de resultados obtidos por eles em suas experiências anteriores ajuda a diminuir a ansiedade e aumentar a satisfação da equipe com o novo corpo diretivo que será formado. 

O fato é que traçar um bom planejamento sucessório não é uma tarefa fácil. No entanto, você pode contar com o nosso apoio para buscar os melhores resultados para a sua empresa. Entre em contato conosco e venha conhecer o nosso trabalho!