A gestão dos riscos está cada vez ganhando espaço dentro das empresas. Utilizada em conjunto com o planejamento estratégico das organizações, ela permite a identificação, avaliação, mensuração e monitoramento de tudo aquilo que pode ameaçar a normalidade das operações da empresa, trabalhando os riscos de forma que eles virem oportunidades e criando um diferencial competitivo do mercado. Porém, por mais que a adoção dessa prática pareça óbvia, as empresas brasileiras ainda têm muito a aprender e evoluir nesse aspecto. É o que vamos explicar nesse artigo: confira!

Primeiramente: o que é gestão de riscos?

As incertezas estão sempre presentes em qualquer cenário, e representam ao mesmo tempo riscos e oportunidades para empresas, com potencial tanto para trazer prejuízos ou agregar valor. Riscos mal administrados têm grande chance de gerar problemas financeiros para a empresa, tirando a eficácia da operação e diminuindo suas margens, podendo ocasionar uma situação delicada sem saída ou com uma solução extremamente custosa. Logo, a gestão de riscos será o conjunto de práticas que visa minimizar e controlar tais riscos ou eventualidades que possam atingir a organização.

Com isso, ao se utilizar a gestão de riscos, as organizações estabelecem estratégias para alcançar o equilíbrio ideal entre as metas de retorno de investimentos e os riscos a eles associados, maximizando o valor de suas operações e explorando seus recursos com mais eficiência.

Problemas da gestão de riscos na cultura empresarial brasileira

Apesar da importância da gestão de risco ser amplamente recomendada como prática organizacional a ser seguida, ainda existem vários obstáculos para que ela seja implementada com sucesso nas instituições brasileiras.

O principal entrave está ligado ao aspecto cultural do ambiente empresarial no Brasil. A gestão de riscos ainda é subestimada e mal vista por muitas empresas no país, pois elas entendem que essa prática acaba funcionando mais como um mecanismo de controle que mais atrapalha do que ajuda, deixando os processos mais burocráticos.

Além disso, o empresariado brasileiro tende a acreditar que crises e riscos estão mais relacionados a questões recorrentes internas da empresa – como, por exemplo, problemas no fluxo de caixa, do que com eventualidades que podem atingir e prejudicar a companhia. Isso acaba deixando a instituição vulnerável a possíveis acontecimentos externos que não foram sequer cogitados dentro do processo organizacional do negócio.

Ainda assim, mesmo quando existe um sistema de gestão de risco dentro da organização, muitas vezes suas ações permanecem focadas apenas na área financeira da empresa, ignorando todos os outros aspectos do negócio. Isso acaba gerando uma análise incompleta e rasa da situação, pois se avalia apenas os números internos da corporação e alguns indicadores econômicos, deixando de lado todo contexto e a conjuntura dos outros setores onde a companhia está inserida.

O futuro da gestão de riscos no Brasil

As organizações brasileiras ainda estão amadurecendo e entendendo aos poucos a importância do conceito de controle e administração de riscos dentro de seus processos internos. A falta de profissionais qualificados no mercado nacional para trabalhar no setor ainda é um grande empecilho para evolução dessa área dentro das empresas, porém tem se percebido que a demanda por especializações e cursos nesta área tem crescido no país ultimamente.

Neste aspecto, o que se espera é que nos próximos anos a área de gestão de riscos ganhe mais relevância dentro das empresas, juntamente com a evolução das práticas de governança corporativa dentro das mesmas e o investimento em formação de profissionais capacitados a trabalhar no setor.

A cultura de gestão de riscos nas empresas é um aspecto relativamente novo, principalmente no ambiente empresarial brasileiro, mas que tem ganhado cada vez mais notoriedade. Os seus benefícios são bem maiores que o investimento necessário para a sua implementação, e contribuem para um melhor gerenciamento e desempenho de forma geral em todas as áreas da empresa. No final das contas, o que acaba valendo é sempre aquele velho ditado: é muito mais barato prevenir do que remediar.

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