Saiba como calcular o índice de liquidez corrente da sua empresa

A análise vertical e horizontal do balanço permite uma série de informações sobre o andamento das contas do balanço patrimonial. Já os índices de liquidez, por outro lado, avaliam o potencial da capacidade de pagamento em relação às suas obrigações que incluem fornecedores e funcionários.

Certamente, esse tipo de informação nem sempre se encontra totalmente mensurável aos olhares do diretor de uma empresa — e, muitas vezes, isso ocorre por falta de conhecimentos específicos sobre o assunto.

Nesse sentido, é importante compreender que o índice de liquidez corrente, por definição, faz a comparação dos ativos de curto prazo com os passivos de curto prazo de uma determinada empresa. Portanto, o índice de liquidez corrente é responsável por identificar se a empresa possui capital de giro suficiente para cobrir suas obrigações no mesmo período.

E então, se interessou pelo assunto? Continue a leitura e saiba como calcular o índice de liquidez corrente de sua empresa!

O ativo e o passivo circulante

O ativo circulante é composto pelas seguintes contas: caixa, aplicações de curto prazo (títulos e valores mobiliários, CDB e CDI), contas a receber, estoques, adiantamento a terceiros, despesas antecipadas e outros.

Basicamente, tudo aquilo que a empresa possui e que representa um valor capaz de ser convertido rapidamente em dinheiro está dentro dessa composição. Esses valores são extremamente importantes para o cálculo do índice de liquidez corrente de uma empresa, portanto, é válido investir na precisão de seus registros contábeis.

Por outro lado, é importante também avaliarmos o conceito de passivo circulante. Os passivos são compostos por obrigações que a empresa assume, ou seja, representam dívidas e outros valores a serem pagos.

Nesse sentido, podemos destacar financiamentos e empréstimos de curto prazo, impostos a pagar, dividendos propostos, salários e encargos a pagar, entre outras contas. Assumindo a aplicação do conceito “circulante”, essa modalidade de passivo é assumida por todas as contas do balanço patrimonial de curto prazo, ou seja, aquelas que são liquidadas em pouco tempo — algo em torno de 30 a 60 dias.

O cálculo do índice de liquidez corrente

Para mensurar o valor do índice de liquidez corrente, é preciso calcular a divisão entre o ativo circulante e o passivo circulante que foram abordados no tópico anterior. Para facilitar essa análise, veja a fórmula matemática dessa divisão:

Índice de liquidez corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante

Portanto, para se chegar ao cálculo do índice, basta ter em mãos o balanço patrimonial da empresa — até aí é bastante simples, desde que o diretor da empresa possua um controle eficiente do patrimônio corporativo.

Entretanto, não basta ter apenas o resultado dessa equação. O próximo passo é a análise do significado apresentado pelo índice. A questão que se apresenta é como dar uma explicação ao valor obtido e como tentar solucionar desvios, caso ocorram.

A interpretação do resultado

A interpretação numérica é bastante simples. Se o resultado for inferior a 1, menor é a liquidez, ou seja, a cada 1 real que a empresa tem a pagar, ela não possui o suficiente no ativo circulante para cumprir a obrigação.

Se for igual a 1, está em equilíbrio. Em outras palavras, o que a empresa possui dá exclusivamente para cumprir as obrigações sem nenhuma folga. Quando o resultado for superior a 1, então há capital suficiente para cumprir as obrigações de curto prazo.

A questão que permanece é: se falta liquidez no curto prazo e o índice de liquidez é inferior a 1, então qual é o problema da empresa? Em que ela quantificou erroneamente seus débitos ou deixou de receber seus créditos?

Ficam muitas perguntas a serem respondidas, mas a quantificação desse item permite identificar a necessidade de capital de terceiros no curto prazo. É importante avaliar essa hipótese com cuidado, já que cada investimento recebido por terceiros pode significar, muitas vezes, uma variação nos passivos de longo prazo que a sociedade assume.

Adicionalmente, é válido compreender que esses recursos podem ser obtidos por meio do cheque especial, do desconto de duplicadas, de empréstimos, ou por meio de outra operação de crédito.

Ainda existem os casos de algumas empresas que, em determinado momento, preferem se descapitalizar, vendendo algo que a sociedade possua e que não seria capaz de fazer falta nas atividades corriqueiras. Essa situação, inclusive, pode identificar problemas de sucessão empresarial.

O planejamento estratégico

Até esse ponto do texto, já é possível compreender a importância das análises do balanço patrimonial de uma empresa, bem como a necessidade do olhar criterioso dos diretores diante de qualquer variação preocupante no índice de liquidez corrente do período avaliado.

Nesse sentido, se forem identificados problemas relevantes, a dica é buscar métodos para a execução de um planejamento estratégico dos negócios. Existem diversos aspectos que podem ser avaliados e otimizados em uma sociedade — e destacamos os seguintes:

  • finanças estratégicas;
  • governança corporativa;
  • gestão de riscos de crédito;
  • fusões e aquisições;
  • captação de recursos;
  • processos e produção;
  • comercial e Marketing.

Apesar da especialidade que sua empresa possui para atuar no mercado, é sempre importante desenvolver as atividades com o suporte de profissionais capacitados em serviços que agreguem valor e potencializem os resultados em face de um mercado competitivo. Certamente, vale a pena se informar a respeito desse tipo de solução.

A influência nos investimentos

Assumindo práticas de sucesso na gestão do negócio, o índice de liquidez corrente sempre apresentará resultados positivos. A tarefa de regular bem as informações contábeis e planejar corretamente os rumos do negócio é sempre um desafio para os diretores, entretanto, adotar essas práticas e acompanhar de perto os índices é algo essencial para qualquer empresa.

Com o índice de liquidez corrente sempre em faixa superior a 1, a empresa sempre possuirá capital de giro suficiente para suprir seus custos fixos — algo que evita a busca por empréstimos de longo prazo ou alienação dos bens imobilizados.

E então? O que achou dessas dicas que a equipe da INEPAD Consulting preparou para você? Agora, não pare por aí! Continue seus estudos e leia esse material com 4 boas práticas para otimizar a governança corporativa em sua instituição!

Autor:

Diretor Financeiro do INEPAD Consulting. Graduado e Mestre em Administração das Organizações pela (FEA-RP/USP). Atua há 6 anos com consultor financeiro e de governança corporativa, tendo participado de diversos projetos de Risco de crédito, controladoria, análise de valor e Governança Corporativa. É professor de finanças e empreendedorismo e ministra aulas, treinamentos e palestras sobre temas relacionados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *