É bastante comum que, nas empresas familiares, não ocorra um planejamento para que os fundadores saibam quando é a hora de passar o bastão da administração geral da companhia para seus sucessores. As dúvidas sobre a sucessão em empresa familiar, portanto são muitas.

Hoje em dia, as mudanças no cenário nacional mercadológico são cada vez mais constantes e rápidas e necessitam ser guiadas e administradas por meios mais eficientes e eficazes de oferecer suporte para os gestores das empresas.

As organizações desse tipo, em determinados períodos, passam por problemas referentes à continuidade, e a sucessão é o que deve ser planejado para que a organização perpetue por ano. 

Foi com base nessa premissa que tivemos a ideia de desenvolver este post, que tem por objetivo esclarecer as principais dúvidas que os líderes de empresas familiares têm sobre esse assunto.

Quer ficar bem informado sobre o assunto? Então, siga conosco e confira as nossas informações agora mesmo!

1. O que é um planejamento sucessório?

As empresas familiares não têm a cultura de planejar a troca de gestores e a sucessão acontece, quase sempre, de maneira desorganizada.

Quando isso ocorre, os processos sucessórios são complicados, muito desgastantes e podem atestar até mesmo o final da organização.

É por isso que as empresas precisam pensar estrategicamente na sucessão, para que sejam definidas as pessoas que serão responsáveis pela gestão da organização no futuro.

planejamento sucessório, portanto, nada mais é do que o processo de seleção, preparo e efetivação das pessoas que se tornarão responsáveis pela empresa em um período próximo.

2. Como saber o momento de deixar a empresa voluntariamente?

Não existe um momento ideal ou mais certo para o presidente de uma empresa se afastar voluntariamente de suas atividades.

Afinal, são muitos os aspectos envolvidos como a saúde, o interesse dos filhos em dar continuidade no negócio e, até mesmo, as relações de poder, conforme denota a pesquisadora Silvana Padilha Flores, em seu livro “A empresa familiar e o exercício do poder”.

Como se trata de uma decisão pessoal, é de responsabilidade do próprio presidente decidir quando chegou o momento de sua aposentadoria.

Vale ressaltar que essa pessoa não precisa se afastar totalmente da empresa, podendo se dedicar a um outro cargo, com menos responsabilidades e maior flexibilidade de horários, como gerenciar um setor ou fundação ligada à organização, por exemplo.

3. Quem pode administrar a empresa hoje?

Ainda tomando como base os estudos de Silvana Padilha Flores, podemos entender que, em uma empresa, cada pessoa pode ter objetivos diferentes e que jogos de poder podem entrar em cena, causando até mesmo conflitos em organizações familiares.

Se dois filhos tiverem interesse de assumir o papel de presidente que pertence ao pai, por exemplo, poderá haver disputas de poder entre eles, as chamadas “puxadas de tapete”, pois ambos tentarão ao máximo chamar a atenção para serem o sucessor escolhido.

Em casos assim, é preciso que se haja mais pela razão do que pela emoção. Deve-se fazer uma análise para saber qual filho é o mais preparado para o posto, qual deles têm mais aptidão para o ramo dos negócios, para lidar com pessoas etc.

Obviamente que o outro também poderá assumir algum setor ou diretoria na empresa, mas a carga de presidente é um só e deve pertencer a pessoa mais preparada para assumi-lo.

4. Como identificar se os filhos estão preparados para assumir o cargo?

O âmbito familiar é norteado por ações mais íntimas, sendo que é comum que ocorram brigas entre irmãos entre pais e filhos etc. e, pouco tempo depois, todos já se perdoaram e estão bem novamente. O problema é que isso pode acontecer em casa, mas não deve ser levado para dentro da empresa.

Mas o que isso tem a ver com o fato de saber se os filhos do presidente estão preparados ou não para assumir o cargo? A resposta é simples, no meio empresarial é preciso agir de forma profissional, deixando em casa os aspectos familiares.

Por isso, a melhor forma de avaliar o preparo de um filho para assumir a presidência da empresa é o preparando desde cedo para isso.

Ele precisa ocupar um espaço na empresa, ter um cargo e tarefas definidas, nada de ser uma espécie de auxiliar geral, visto pelos outros como o “filho do dono”.

Em casos em que existe mais de um filho na disputa pela presidência, ambos precisam estar dentro da empresa, desenvolvendo funções específicas. Caberá ao pai decidir qual dos dois (ou mais) têm melhor preparo para substituí-lo quando for necessário.

Após feita essa escolha, o sucesso precisa ser preparado, acompanhar as rotinas do presidente, fazer pequenos negócios sozinhos, agir como o líder, pois somente assim alcançará o sucesso ao tocar a empresa, quando chegar a sua vez.

5. Como se preparar para a sucessão?

Para que a sucessão ocorra com maestria, é preciso estar atento a alguns fatos e seguir algumas diretrizes. Elencamos as principais para que você possa colocá-las em prática na sua empresa.

5.1 Estabeleça uma hierarquia clara

Conforme dito anteriormente, os filhos devem ocupar um cargo efetivo na empresa, de preferência dentro de sua área de formação. Se um dos filhos é formado em publicidade, relações-públicas ou áreas ligadas ao marketing, por exemplo, pode assumir esse setor, por exemplo.

A hierarquia ajuda a separar as relações de trabalho com as relações familiares. Pode parecer difícil, mas o filho precisa entender que, dentro da empresa, o presidente é seu chefe e não seu pai. Somente assim haverá a responsabilidade essencial para que o cargo de liderança seja assumido no futuro.

5.2 Faça reuniões periódicas

Ao iniciar o planejamento sucessório é muito importante que sejam feitas reuniões periódicas para que sejam debatidos assuntos da empresa. Tais reuniões, que devem ser registradas em atas, precisam orientar os candidatos a sucessor sobre a organização de um modo geral.

Questões relacionadas a balanços financeiros, metas de vendas, administração de pessoal entre outras precisam ser sempre abordadas.

5.3 Implante um conselho consultivo

É importante que a empresa tenha um conselho consultivo para compartilhar mecanismos de gestão. Tanto pessoas da família como outros colaboradores da empresa podem fazer parte desse grupo.

A ideia é que os assuntos que envolvem a organização sejam debatidos e que também sejam organizados fluxos de trabalho e planos de carreira para os sucessores da organização.

Conseguimos esclarecer as suas dúvidas sobre sucessão em empresa familiar? Então, saiba que contar com uma consultoria é muito importante para alinhar todas essas questões. Para saber mais sobre o assunto, entre em contato conosco! Será uma satisfação atendê-lo.